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09

Aug

Mais uma do curso de dados. Esse video fala sobre como criar um evento de ficção digital, e procurando no Google achei um interessante guia explicando o assunto, que dá até para fazer download.

02

Aug

Sumindo mais uma vez, mas passei pra compartilhar uma novidade rapidinho. Comecei a participar do curso de Jornalismo Interativo: Animação e Visualização de Dados promovido pelo Knight Center. Algumas reflexões interessantes, muita troca de informação e um case que me chamou a atenção. A Aside Magazine desenvolveu uma revista toda feita em HTML 5, ideal para ser lida em tablets. Não precisa de app, e pelo video abaixo dá um resultado muito bom, com interação entre fotos e video junto ao texto. Definitivamente o futuro que muitos previram. Resta saber como isso funciona na prática, custos, tempo de preparação, retorno. Mas ainda assim vale pela vanguarda. 

Em tempo: outra do curso, achei sensacional, do Nicholas Felton, que registra tudo o que faz, desde as músicas que ouviu até os restaurantes onde foi. No fim do ano faz relatórios, tudo com base em infografia. É um pouco maníaco, mas não deixa de ser uma maneira sobre como estamos conduzindo nossa vida, ao considerar dias livres, locais que visitamos, viagens que fizemos…

20

Jul

O grande economista deve ser matemático, historiador, estadista, filósofo… deve entender os símbolos e falar com palavras. Deve contemplar o particular nos termos do genérico, e tocar o abstrato e o concreto na mesma revoada do pensamento. Deve estudar o presente à luz do passado com objetivos futuros. Nenhuma parte da natureza humana ou das suas instituições deve ficar completamente fora do alcance de sua visão. Ele deve ser decidido e desinteressado com a mesma disposição; tão distante e incorruptível quanto um artista, e ainda assim tão perto da terra quanto um político”.
John Maynard Keynes, em outra excepcional reflexão..

18

Jul

ATAQUE DE ANIMAIS EMPALHADOS. Esse gentequebusca surgiu ontem, na aula de SEO. SENSACIONAL!

ATAQUE DE ANIMAIS EMPALHADOS.

Esse gentequebusca surgiu ontem, na aula de SEO. SENSACIONAL!

17

Jul

Uma pequena aula de SEO

Hoje foi dia de um pequeno treinamento para o pessoal do Agronegócio aprender um pouco mais sobre o famoso SEO (Search Engine Optimization). Além de alguns dados muito interessantes, e coisas que as vezes parecem óbvias, tivemos a chance de ter algumas dicas para moldar o conteúdo jornalístico adequadamente para a Internet, ajudando a atrair mais leitores. Um dado que nos foi apresentado é de que 80% dos usuários começam a navegação em buscadores. 

Uma das coisas que mais chama a atenção é como alguns critérios editorias mudam, principalmente se o mesmo conteúdo vai pro impresso e pro online. Títulos, por exemplo, tem grande importância, e para um SEO eficiente devem ter palavras-chaves claras, correlacionadas ao assunto. Como o próprio professor disse, metaforicamente trata-se de “explicar o conteúdo para um cego”.

A análise dos conteúdos também é relevante, para saber quais os termos usados para fazer a busca e qual o tempo de permanência na página. Um tempo longo pode ser bom ou ruim - significa que o texto está lendo lido, ou que não está sendo entendido. 

 Outra coisa útil - provavelmente já conhecida pelos profissionais da área - é o Google Inshights, que da indicativos sobre os termos procurados no Google. Isso é útil, por exemplo, para saber qual palavra seria mais relevante para um título de matéria, em termos de busca. 

Por fim, algo muito interessante, que confesso não sabia, era a exigência da ANJ para que os sites jornalísticos retirassem o conteúdo das buscas no Google News. Uma questão ainda nebulosa, que vale uma reflexão. Mas isso fica pra outro dia.

Ficou um pouco basicão, mas pra mais detalhes achei na internet essa cartilha, que ensina algumas técnicas de SEO pra jornalistas. Vou passar o olho e completo aqui! 


08

Jul

Data Show, retornando: política com dados

Ainda nos dias de trainee reecontrei o Emerson Cervi, que foi meu professor nos tempos de faculdade, nas aulas de sociologia. Na ocasião, ele veio dar uma aula sobre  política, para ajudar na nossa formação. Uma das coisas que mais me chamou atenção foi como ele faz análises utilizando dados numéricos. Tem vários exemplos no blog dele, como nesse post que analisa a taxa de filiação partidária, a taxa de analfabetismo municipal e o percentual de aproveitamento de votos por município. O que é mais interessante é que a relação é feita através de uma regressão linear, procedimento estatístico que - em uma explicação superficial - analisa se existe ou não correlação entre variáveis. Aprendi a fazer isso na faculdade, e trata-se de um procedimento que pode ser muito útil. É um modo muito interessante de fazer artigos e desenvolver pesquisas, e muitas vezes mostra-se mais conclusivo do que apenas levar em conta opiniões subjetivas.

Cervi faz parte do Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira, da UFPR, que também tem a participação do Adriano Codato, outro que nos deu aulas sobre a mesma temática. Para minha surpresa, li nesse domingo uma notícia (escrita por uma colega de trainee =p) na qual o Codato falava sobre o lançamento do Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil, que segundo o que foi noticiado reúne 40% das pesquisas nacionais publicadas na área de sociologia e de ciência política, além de um banco de dados sobre o assunto.

Fui atrás dos dados, e numa olhada rápida achei algumas coisas interessantes na seção indicadores básicos. Tem dados sobre a formação escolar e o gênero dos deputados federais, desde 98.

Sobre o gênero, vale destacar a maioria de homens, e como isso mudou pouco nas últimas duas eleições. Em 1998 eram 29 deputadas, e em 2002 houve um salto de 45%, chegando a 42 mulheres. No entanto, para a eleição seguinte, de 2006, o crescimento foi mínimo, de 7%, ou 3 deputadas a mais. Nas últimas eleições não ocorreu variação, e mantém-se o número de 45 mulheres. Considerando o total de 513 parlamentares, a participação feminina é inferior a 10%.

Sobre a formação, existem 9 categorias (anafalbeto, lê e escreve, ensino fundamental incompleto ou completo, ensino médio incompleto ou completo, superior incompleto ou  completo e não informado). Vale destacar que na média entre 1998 e 2010 a grande maioria (78,1%) possui diploma. Também é interessante notar a entrada de um analfabeto na última eleição. Talvez com isso foi possível fazer outra regressão, entre a formação de candidatos e 0 êxito na eleição, o que poderia dar um belo contraponto. Mas isso faço outro dia =)

Eis os dados:



P.S. novo layout, pq o último não estava me agrandando tanto. Esse parece que ficou bom, deve ser mantido por mais tempo…


30

Jun

Ideias para o futuro da mídia

Muito tempo sem postar, então apenas para reiniciar o projeto, a coluna do excelente Luli Radfahrer, sofre o futuro da mídia. Um dos trechos: 

Perfis no Twitter e no Facebook, apps ou websites compatíveis com smartphones e tablets não terão efeito significativo enquanto não estiverem dedicados a uma profunda transformação do modelo editorial.

"As novas bases de dados, integradas via internet a aplicativos bem projetados, podem levar em conta o perfil do leitor, seu histórico, interesses, hábitos e nível de conhecimento para estabelecer um diálogo contínuo, envolvente e cheio de referências cúmplices, aproveitando partes de edições passadas." 

Vejo isso logo depois de ver outro post, do Afinal de Contas, ótimo blog do Marcelo Soares que, falando de outro assunto, menciona o Zite, aplicativo para Ipad que “aprende” o tipo de texto que a pessoa pode gostar de ler.

Eis o video explicando como funciona, e uma imagem mostrando o algoritmo..

 

28

May

Estar vivo já é uma esperança, porque mais vale um cão vivo do que um leão morto. Vive, pois, com alegria, pois isto agrada a Deus. Goza a vida com quem amas. Tudo quanto vier à tua mão para fazer, faça conforme as tuas forças.
Eclesiastes, 9:4, 7, 9, 10
Reflita.. 

19

May

Acho esses documentários antigos sensacionais, e esse que o Webmanario divulgou sobre como eram feitos os jornais em 1942 é muito bom.. Uma das coisas mais curiosas é que havia um departamento de palavras cruzadas :)

12

May

Data Show: mapeando as torres de celular do Paraná

Conheci o site do professor Meira da Rocha no ano passado, quando buscava informações para fazer meu TCC. Passada essa fase, esse ano nas aulas de infografia com o Lyn Januzzi, editor do assunto na Gazeta do Povo, conheci algumas novas ferramentas para trabalhar com dados, como o Google Fusion. Um tempo depois, encontrei esse ótimo post no blog do site do Meira, que usava a ferramenta para mapear as torres de celular do Rio Grande do Sul. Achei o post bem didático e resolvi me arriscar. Com a ajuda dele, consegui fazer o mesmo para o Paraná.

O resultado final é bem interessante, mostra bem a dispersão da rede de telefonia pelo estado. Fiz uma variante por operadoras, mas o marcador não ficou lá essas coisas então não dá pra concluir muita coisa. É impressionante essa variedade de opções do Fusion, principalmente para associar dados e localização, o que gera resultados muito bons.

Com essas recentes polêmicas sobre a falha de sinal em algumas cidades e o fato do Paraná ter 3 cidades sem qualquer serviço de celular, esses mapas podem ilustrar bem a situação. Como a base de dados é nacional, da Anatel, daria pra tentar agrupar tudo e fazer um mapa do Brasil. O Fusion tem um recurso de zonas de calor, que mostra intensidade por regiões. Isso seria uma boa pauta para mostrar onde mais se concentra, que em geral é nas capitais.

Não consegui fazer o embed aqui no Tumblr, o formato não deve ser aceito. Mas o link geral e o por operadoras dão acesso ao material. E eis aí alguns prints, ainda com problema de tamanho:

Se tiver algum pitaco ou ideia, diga aí!

05

May

Curso de Taquigrafia Online Gratuito

Alguns anos atrás, quando eu ainda estava no ensino médio, lembro que um dia um professor comentou da arte da Taquigrafia, e ressaltou que era muito útil para jornalistas. Naquela época mal sabia se faria jornalismo mesmo, mas aquilo ficou na cabeça por um tempo. Alguns dias atrás estava pensando novamente nisso, e por essas coincidências loucas da vida vi esse post no blog do Marcos Palacios, que além de falar sobre o assunto deu o link para um curso online gratuito.

Mesmo com a facilidade de hoje, com qualquer aparelho fazendo gravações, ainda me parece algo bem útil. Uma porque as vezes o gravador pode falhar, e ter tudo anotado pode ser a salvação. Outra porque pode facilitar a edição depois, sem ter que ficar ouvindo tudo e perdendo tempo com decupagem. Fora que fazendo anotações mais rápidas dá pra prestar mais atenção no entrevistado. 

Além do que, as vezes o gravador acaba deixando as pessoas desconfortáveis. Me lembra a lenda sobre o Truman Capote, para escrever A Sangue Frio. Segundo dizem, ele usou apenas a memória, e para isso treinava ouvindo trechos de livros e depois reescrevendo-os com o máximo de fidelidade.

Não que isso nos torne um novo Capote, mas talvez seja um belo diferencial. Vi alguns videos no site do curso e me impressionei. Pode-se chegar a 120, 140 palavras por minuto. Acho que aprender não deve ser muito fácil, mas uma noção básica já é bem útil.

03

May

Data Show: a estreia com feijão

Como prometido, vamos começar a brincadeira com dados. Hoje começo com uma coisa mais simples, fruto da minha semana de trabalho no caderno de agronegócio.

Dando uma fuçada no site da Secretaria de Agricultura do Paraná encontrei um monte de dados muito legais pra trabalhar. Vão desde os preços de terras e custos de produção até os preços de varejo. Muitos tem séries temporais bem amplas, e alguns são segregados por regiões.

Com alguns recursos simples e uma rápida análise, resolvi fazer uma brincadeira com os preços ao consumidor, que afetam diretamente a sociedade. E o escolhido foi o feijão, prato certo no cardápio brasileiro. Quem diz isso é o IBGE, como mostra esse material sobre a alimentação do brasileiro, que foi tirado desse estudo (outra bela fonte de dados para brincar..)

O processo foi simples, só baixei essa planilha de preços no site da secretaria e localizei a linha do feijão. Haviam os dois tipos, o em cores, que inclui o carioquinha e outras variedades e o preto, típico da feijoada. Para fazer o gráfico, foi só selecionar a linha com os dois valores e montar o gráfico. Fiz a escolha pelo modelo de linhas porque acho que é a melhor opção para mostrar a evolução em um período de tempo. (outra hora eu mostro como fazer isso no Excel). O resultado do gráfico foi esse:

Gráfico de variação no preço do feijão

Ficou pequeno pra ver, vou tentar corrigir isso. Mas mesmo assim temos algumas conclusões rápidas: 

  • Em um ano, os preços que estavam emparelhados se separaram bruscamente. O feijão de cor ficou bem mais caro.
  • O feijão de cor encareceu 67%, já o preto 14% (arredondando)
  • A alta no feijão de cor ganhou força em Agosto do ano passado, mas para as duas culturas foi entre Janeiro e Fevereiro o maior salto

E pra que isso serve? Pra contar que o almoço do brasileiro encareceu, por exemplo. Também pode-se consultar se a feijoada ficou mais cara, mesmo sendo feita de feijão preto. Outra ideia é buscar dados complementares, como custo de produção, área plantada e produtividade, procurando alguma associação. Ou ainda dá para verificar se o consumo de feijão caiu, e se a queda acompanhou essa oscilação de preços. Ou ainda se algum fator foi decisivo para essa alta, como uma seca, uma crise, ou outra coisa do gênero. Possibilidades não faltam. 

Esse é o ponto mais importante, dados como esses não são fim, e sim um meio. Eles por si só não rendem nada se não houver uma apuração, uma hipótese, que aí sim pode render uma bela pauta. Mas com essas informações em mãos o trabalho pode ser facilitado. 

Aos poucos vou postando outras coisas, e complicando mais o negócio. E como ninguém é perfeito, se você detectar algum erro nessas análises não deixe de me avisar. Até!

02

May

As pessoas respeitam quem é correto, honesto, pontual, dedicado e tem capacidade. Mas, principalmente, elas respeitam as conquistas.
Outra do Parreira, dita no mesmo depoimento. 

01

May

Você não deve levar o sucesso em consideração, ele deve ser uma boa memória de um tempo da sua carreira. O sucesso é resultado de trabalho, muito esforço, muita luta e faz parte da sua história, do seu passado. Não há sucesso definitivo. Você sempre tem que buscar o melhor, se aprimorar. Sucesso uma vez não basta.
Um depoimento sensacional do Carlos Alberto Parreira para a revista Você S.A.. Faz todo o sentido.

30

Apr

Durante o curso do Trainee tive algumas aulas que explicaram como funcionam os cases do New York Times e do The Guardian, que estão na vanguarda mundial. Pouco tempo depois encontrei esse video, provavelmente antigo, mas que mostra o silêncio na redação. Muito interessante.