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17

Jul

Uma pequena aula de SEO

Hoje foi dia de um pequeno treinamento para o pessoal do Agronegócio aprender um pouco mais sobre o famoso SEO (Search Engine Optimization). Além de alguns dados muito interessantes, e coisas que as vezes parecem óbvias, tivemos a chance de ter algumas dicas para moldar o conteúdo jornalístico adequadamente para a Internet, ajudando a atrair mais leitores. Um dado que nos foi apresentado é de que 80% dos usuários começam a navegação em buscadores. 

Uma das coisas que mais chama a atenção é como alguns critérios editorias mudam, principalmente se o mesmo conteúdo vai pro impresso e pro online. Títulos, por exemplo, tem grande importância, e para um SEO eficiente devem ter palavras-chaves claras, correlacionadas ao assunto. Como o próprio professor disse, metaforicamente trata-se de “explicar o conteúdo para um cego”.

A análise dos conteúdos também é relevante, para saber quais os termos usados para fazer a busca e qual o tempo de permanência na página. Um tempo longo pode ser bom ou ruim - significa que o texto está lendo lido, ou que não está sendo entendido. 

 Outra coisa útil - provavelmente já conhecida pelos profissionais da área - é o Google Inshights, que da indicativos sobre os termos procurados no Google. Isso é útil, por exemplo, para saber qual palavra seria mais relevante para um título de matéria, em termos de busca. 

Por fim, algo muito interessante, que confesso não sabia, era a exigência da ANJ para que os sites jornalísticos retirassem o conteúdo das buscas no Google News. Uma questão ainda nebulosa, que vale uma reflexão. Mas isso fica pra outro dia.

Ficou um pouco basicão, mas pra mais detalhes achei na internet essa cartilha, que ensina algumas técnicas de SEO pra jornalistas. Vou passar o olho e completo aqui! 


19

May

Acho esses documentários antigos sensacionais, e esse que o Webmanario divulgou sobre como eram feitos os jornais em 1942 é muito bom.. Uma das coisas mais curiosas é que havia um departamento de palavras cruzadas :)

05

May

Curso de Taquigrafia Online Gratuito

Alguns anos atrás, quando eu ainda estava no ensino médio, lembro que um dia um professor comentou da arte da Taquigrafia, e ressaltou que era muito útil para jornalistas. Naquela época mal sabia se faria jornalismo mesmo, mas aquilo ficou na cabeça por um tempo. Alguns dias atrás estava pensando novamente nisso, e por essas coincidências loucas da vida vi esse post no blog do Marcos Palacios, que além de falar sobre o assunto deu o link para um curso online gratuito.

Mesmo com a facilidade de hoje, com qualquer aparelho fazendo gravações, ainda me parece algo bem útil. Uma porque as vezes o gravador pode falhar, e ter tudo anotado pode ser a salvação. Outra porque pode facilitar a edição depois, sem ter que ficar ouvindo tudo e perdendo tempo com decupagem. Fora que fazendo anotações mais rápidas dá pra prestar mais atenção no entrevistado. 

Além do que, as vezes o gravador acaba deixando as pessoas desconfortáveis. Me lembra a lenda sobre o Truman Capote, para escrever A Sangue Frio. Segundo dizem, ele usou apenas a memória, e para isso treinava ouvindo trechos de livros e depois reescrevendo-os com o máximo de fidelidade.

Não que isso nos torne um novo Capote, mas talvez seja um belo diferencial. Vi alguns videos no site do curso e me impressionei. Pode-se chegar a 120, 140 palavras por minuto. Acho que aprender não deve ser muito fácil, mas uma noção básica já é bem útil.

14

Feb

Colocando a mão na massa

Após a chegada em Sampa, foi a hora de começar as aulas. Segunda-Feira (30/01) cedo cheguei ao endereço que foi passado e a surpresa foi boa. Um baita prédio, do IICS, com ótima estrutura. Depois dos trâmites iniciais, com direito a fotos, apresentações e as devidas burocracias, veio a grade de aula, que deu uma canja do que estava por vir. Estratégia Editorial, Geopolítica, Compreensão da Modernidade, Direito da Comunicação, Reflexões sobre o jornalismo e Cultura Corporativa são algumas das disciplinas.

E para ministrar a primeira aula ninguém menos que o presidente do Grpcom, Guilherme Cunha Pereira. Aula sobre Gestão Editorial, muito bem dada, com discussões muito pontuais. E pelo que foi dito, o Dr. Guilherme não só gosta como ministra inúmeras aulas, não só para os profissionais do curso como na pós-graduação.

Na sequência a aula foi da Sandra Gonçalves, editora-chefe da Gazeta, na qual foram debatidos os dilemas editorias que costumam aparecer na formulação de um produto jornalístico. Outra aula muito boa, que mexeu um pouco mais com as ideias. Eis algumas conclusões que saíram das duas aulas:

 - A gestão de uma empresa jornalística envolve três dimensões básicas: a essencial, que envolve o DNA organizacional, com missão, visão e valores; a estratégica, que trata de elementos como a gestão de talentos, expansão dos negócios e estratégia editorial e, finalmente, a dimensão operacional, dos processos editoriais e gestão de pessoas;

- Essas três dimensões devem estar em perfeita sintonia com as ferramentas de gestão. As ideias e metas da organização devem estar claramente definidas e explícitas, para gerar um melhor alinhamento dos colaboradores e dos produtos. Isso colabora para a perpetuação da estratégia, manutenção dos talentos e evita uma confusão de ideias;

- A empresa jornalística deve lucrar, pois isso evita que haja uma dependência de anunciantes, por exemplo. O lucro, contudo, não deve ser o fim único de uma empresa, pois isso pode distanciá-la de seus valores e limitar a adoção de metas de longo prazo;

- No campo do jornalismo online, a cobrança pelo conteúdo tende a ser o caminho natural. Isso porque a concorrência por anunciantes é maior do que no meio impresso e na televisão. A prova disso é que 60% das receitas de Internet são polarizadas por 5 empresas, como o Google.

Mais além eu conto mais, adiós!

Impressões paulistanas

A ideia desse Tumblr era mostrar o dia a dia dos meus dias paulistanos, mas por questões diversas não deu muito certo. Mas ainda dá pra correr atrás do prejuízo e contar alguns causos por aqui.

Aos que não sabem, por ocasião da minha aprovação no programa Talento Jornalismo do Grpcom, vim passar uns dias aqui em São Paulo. Mais precisamente 3 semanas, com diversas aulas teóricas durante a semana e os prazeres que só a capital paulista pode proporcionar.

Essa terra é fascinante, a começar pela rodoviária. O terminal do Tietê me impressionou, estrutura imensa, muitas pessoas, muitas lojas, muita variedade. Gente do Brasil inteiro vem pra cá e desembarca em frente ao estádio da Portuguesa, onde fica localizada a rodoviária. No outro terminal que conheci, da Barra Funda, o quadro não é diferente.

Mas existem outras coisas que impressionam mais ainda. As vias, imensas, cheias de placas, repletas de informação. Viadutos, pontes e túneis em abundância. O metrô funciona muito bem, rápido, com vários destinos, me fez rever os conceitos sobre a implantação em Curitiba.

Também tem aqui muita gente. Nas inúmeras caminhas que fiz na Paulista, todo o tipo que se possa imaginar. Mas lado a lado a essa infinidade vem a miséria. Em várias esquinas me deparei com moradores de rua, pedintes, pessoas passando necessidade.

Essa complexidade de informações exige cabeça forte de quem anda por aqui. Pra quem mora aqui e vive nesse ritmo todo dia, não se tornar um selvagem e não entrar em depressão parece ser algo desafiador. Como estou em outro ritmo, não corri esse risco. Até porque o fascínio pela cidade deve ter me distraído.

Aos poucos conto mais, e melhoro um pouco o texto. Inté!  

28

Jan

Aumentar os gastos das redações, e não reduzi-los

Vi no Ponto Media, um artigo que sugere que se aumentem os gastos nas redações para reverter o cenário negativo…

23

Jan

O novo jornalista necessita dominar todas as linguagens midiáticas, argumentando com segurança verbal, mas sendo capaz de expressar-se oralmente e visualmente com a mesma desenvoltura da escrita. Mas isso não é suficiente. Ele precisa também assumir atitude empreendedora, deixando de ser um funcionário típico das empresas industriais para se converter num prestador de serviço, ágil e reflexivo a um só tempo

Dito por José Marques de Melo e mencionado em sua biografia. Acho uma reflexão excepcional.

Update: Alguns dias depois desse post encontrei esse ótimo texto do Blog Mídia 8, que por sua vez importou do Observatório da Imprensa e que confirma essa afirmativa…